
por Maria Gregório
Verduras, frutas e legumes que comemos todos os dias passam por muitas etapas antes de chegarem ao mercado e à nossa casa. E tem um fator que influencia bastante tudo isso: o clima. Quando faz muito calor, chove demais ou acontece uma seca extrema, alguns alimentos podem crescer menos ou estragar mais rápido.
Além de ser mais difícil ter acesso a alguns alimentos, o preço deles acaba subindo. Isso acontece pela redução na quantidade disponível e pelo aumento nos custos de produção, na tentativa de melhorar as condições de plantio.
Muitas mudanças
Antigamente, os agricultores tinham muito mais certeza sobre como seriam as temperaturas e a quantidade chuvas a cada época do ano. Assim, planejavam com mais segurança como fariam o plantio dos itens que cultivam.
Recentemente, no entanto, você já deve ter notado que o clima anda cada vez menos previsível. Algumas das consequências disso são:
- Uma seca que dura mais tempo do que o esperado torna inviável o plantio de sementes que dependem da água para germinar.
- Chuvas mais intensas prejudicam as lavouras pelo excesso de água acumulada no solo.
- Altas temperaturas causam alterações no ciclo de vida dos vegetais, alterando sua qualidade para a alimentação.
E agora, o que fazer?
Os agricultores já buscam soluções, como plantar sementes que se adaptam melhor ao clima mais quente e seco, melhorar os sistemas de irrigação do solo e encontrar estratégias diferentes para preparar a terra antes do plantio.
A dica para a população é preferir produtos da safra, ou seja, aqueles que estão naturalmente na época certa para a colheita, o que barateia os preços e ajuda o planeta. Esses alimentos foram cultivados com menos estímulos artificiais, como fertilizante e defensivos agrícolas, usados em maior quantidade quando as condições de cultivo não são ideais. Assim, sua produção é mais barata e prejudica menos o ambiente e a saúde.
Para o verão brasileiro, alguns produtos da época são: abacate, acerola, ameixa nacional, banana-prata, carambola, figo, abobrinha, berinjela, pepino japonês, alface, escarola e repolho roxo.
Fontes: Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável (https://alimentacaosaudavel.org.br/blog/qual-a-relacao-entre-as-mudancas-climaticas-e-a-nossa-alimentacao/12523/), Climatempo (https://www.climatempo.com.br/noticia/sustentabilidade/do-clima-a-mesa-como-as-mudancas-climaticas-estao-elevando-os-precos-dos-alimentos-e-ameacando-o-futuro), Globo Rural (https://globorural.globo.com/economia/noticia/2026/01/veja-quais-alimentos-ficam-mais-baratos-no-verao.ghtml), Jornal da USP (https://jornal.usp.br/campus-ribeirao-preto/mudancas-climaticas-afetam-a-agricultura-e-prejudicam-a-producao-de-alimentos/), Pacto Contra a Fome (https://pactocontrafome.org/alimentacao-sustentavel-como-comer-bem-e-cuidar-do-planeta-2/), Painel de Mudanças Climáticas (https://paineldemudancasclimaticas.org.br/noticia/preco-alimentos-mudancas-climaticas), PET Educom Clima — UFSM (https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/2025/04/09/o-clima-esta-mudando-e-com-isso-o-acesso-aos-alimentos-tambem), Programa Alimente-se Bem — Serviço Social da Indústria de São Paulo (https://alimentesebem.sesisp.org.br/arquivos/noticia/a-influencia-da-safra-dos-alimentos-na-economia-saude-e-sustentabilidade), Organização das Nações Unidas (https://news.un.org/pt/story/2025/07/1850519) e Revista Pesquisa Fapesp (https://revistapesquisa.fapesp.br/novos-desafios-da-agricultura-e-da-pecuaria/).