
por Maria Gregório
Que tal descobrir como funciona o ciclo da água e entender como as mudanças climáticas também afetam esse processo? Vem com a gente!

Dia a dia, o calor que vem do Sol aquece os oceanos, rios e lagos de todo o planeta. É assim que parte da água desses lugares evapora e sobe para a atmosfera terrestre. Tem o vapor d’água que a superfície das plantas libera por meio da transpiração vegetal.

Quando está na atmosfera, o vapor d’água se resfria e passa do estado gasoso para o líquido, em um processo chamado de condensação. Isso faz surgir minúsculas gotas de água, que formam as nuvens.

Dentro das nuvens, as pequenas gotas se chocam umas contra as outras e vão se unindo, criando gotas cada vez maiores.

A união entre elas leva as gotas a ficarem mais e mais pesadas, até que despencam das nuvens. Conforme a situação, elas formam chuvisco, chuva moderada ou tempestade. Também podem formar granizo e até neve!

Ao cair, a água retorna para os rios, lagos e oceanos, é absorvida por plantas, além de penetrar no solo até um ponto onde não há mais por onde passar. Então, fica acumulada em lençois freáticos, embaixo da terra. A partir deles, surgem, por exemplo, áreas por onde a água chega de novo à superfície, como a nascente de um rio.
Esse ciclo inteiro se repete sem parar, conforme o calor do Sol volta a aquecer as águas do planeta.
As chuvas e o clima
De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, as mudanças climáticas estão causando um desequilíbrio no ciclo da água. Isso pode ser explicado pelo aumento da temperatura média no planeta.
Uma das consequências da subida nos termômetros é que o calor faz com que mais água evapore, aumentando a formação de chuvas. Por outro lado, quanto mais quente o clima fica, mais rapidamente os ambientes perdem umidade, por meio, por exemplo, da evaporação da água presente no solo e da transpiração das plantas. Se a quantidade de chuva que cair for menor do que o tanto de água “perdida” para a atmosfera, haverá uma intensificação da seca.
Fontes: American Museum Natural History, Instituto Água Sustentável, Instituto ClimaInfo, Jornal da USP, Ministério do Meio Ambiente, National Geographic Brasil, Organização Meteorológica Mundial, Potsdam Institute for Climate Impact Research e Revista Pesquisa Fapesp.