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Mudanças climáticas: os animais também sentem o impacto

Julia Bruno Publicado por Julia Bruno
maio 4, 2026
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Hello World,

Sabia que até 1 milhão de espécies de animais já corre risco de extinção no planeta? O alerta é de um relatório apoiado pela ONU (Organização das Nações Unidas). E as mudanças climáticas têm tudo a ver com isso: o aumento da temperatura, as alterações nas chuvas e nos habitats e a perda de alimento e áreas de reprodução bagunçam o equilíbrio da natureza e deixam muitos bichos sem tempo (ou espaço) para se adaptar. 

Os exemplos a seguir mostram como isso está acontecendo da floresta ao oceano.

Ursos-polares e pinguins

Freepik

Os ursos-polares vivem nas regiões mais frias do planeta e dependem do gelo para caçar. Com o aquecimento global, esse gelo derrete mais rápido, e eles precisam andar mais em busca de comida. Isso faz com que percam muito peso. Na outra ponta do planeta, os pinguins da Antártica também sentem os efeitos. Com menos gelo e mais água doce misturada, a salinidade do mar diminui e desorganiza a cadeia alimentar. Por isso, eles precisam buscar comida em áreas com água mais salgada.

Abelhas

Imagem de xiSerge por Pixabay

O aumento das secas está diminuindo o intervalo de tempo em que as plantas ficam com flores. Aí, muitas abelhas, que são fundamentais para a polinização das plantas, não conseguem coletar néctar e pólen para  sua sobrevivência.

Tartarugas marinhas e de água doce

Imagem de Pexels por Pixabay

A reprodução desses animais tem uma curiosidade: a temperatura da areia onde eles colocam seus ovos determina se o filhote será macho ou fêmea. Temperaturas acima de 30 graus Celsius produzem mais fêmeas; abaixo de 29 graus Celsius, mais machos. Com os termômetros subindo, ocorre uma tendência para as fêmeas, gerando desequilíbrio.

Caranguejos e peixes

Imagem de Sergio Serjão por Pixabay


A espécie caranguejo chama-maré sempre viveu no litoral sul do Rio de Janeiro. Porém, com o aquecimento das águas dos oceanos, passou a habitar o litoral de São Paulo, onde o mar é mais frio.

Oceanos mais quentes também causam problemas para os peixes: por não conseguirem regular a temperatura do corpo sozinhos, eles dependem da temperatura adequada da água para sobreviver. 

E tem mais…

  • Secas extremas: menos chuva é igual a menos água e menos comida.
  • Chuvas intensas: animais terrestres são colocados em risco durante enchentes.
  • Ondas de calor: entre 1994 e 2017, mais de 45 mil dos maiores morcegos do mundo morreram por causa das altas temperaturas.

Fontes: BBC, Ciência Hoje, Instituto de Estudos Amazônicos, Jornal da USP, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, National Geographic, Nature, Organização das Nações Unidas, Science Direct e World Animal Protection.

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